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quarta-feira, 29 de julho de 2020

Serras para Ourives


As serras usadas pelos ourives têm origem europeia/asiática sendo que as serras alemãs/suíças as mais famosas e obviamente as melhores.

No Brasil encontramos marcas como Antílope, Goldshark, Vallorbe, Gut e a Pinguim que é uma serra espiral usada para cera.

Hoje a serra mais pedida nas fornituras é a Goldshark e obviamente por toda essa fama ela acaba custando um pouco mais cara. Serras com o custo muito abaixo do valor do mercado devem gerar desconfiança e o ourives tem que ficar atento, pois as serras também são falsificadas aos quilos (?) pelos chineses e indianos. É primordial você tomar cuidado na hora de obter esse insumo tão importante dentro do ateliê.

Também é óbvio que você já deve ter comprado gato por lebre, eu já comprei!

Eu acabei de fazer um vídeo explicando sobre as medidas das serras e até mesmo ressaltando que de tão comum esse erro não é privilégio apenas do iniciante, mas também de ourives velho de bancada.

As serras são numeradas assim:

0,1,2,3,4,5,6,7,8 vão engrossando no sentido crescente, sendo que essas serras são mais usadas em casos bem específicos pelo ourives justamente por serem grossas, sendo a zero a mais fina e a oito a mais grossa.

No caso dos ourives as serras mais usadas são acompanhadas de uma barra, por exemplo: 2/0

Então a 2/0 seria a serra mais fina abaixo da serra número zero e não a 1/0 que não existe (sabe-se lá por quê???).

Então as serras mais finas são conhecidas assim:

2/0,3/0,4/0,5/0,6/0,7/0,8/0 vão afinando em ordem decrescente sendo a 2/0 a mais grossa dessas com barra e a 8/0 a mais fina.

Uma teoria explica que a serra ideal seria aquela que tem três dentes dentro do corpo a ser serrado, pois se forem mais dentes ela não terá êxito e se quebrará e se for menos ela fará um corte grosseiro e exigirá força de quem executa.

É óbvio que não estou dizendo que você deve medir a chapa e depois medir as serras para ver qual vai se adequar, isso seria quase impossível de se fazer e chega a ser ridículo alguém pensar em fazê-lo. É apenas uma curiosidade!
Abaixo uma tabela muito útil para um melhor entendimento e também um vídeo que fiz e peço que deixem uma curtida e também que se inscrevam no  canal.






terça-feira, 28 de outubro de 2014

LIXA NORTON NOFIL A-219

Já existe aqui no blog uma rápida apresentação sobre as lixas. No entanto, como estou afiando alguns buris e facas esta semana, resolvi me aprofundar um pouco mais no assunto.


Essa lixa Norton Nofil A219 é de excelente qualidade, oferecendo o melhor custo-benefício do mercado. A variante canadense Norton Nofil A275, conhecida como Champagne, é ainda melhor que a versão branca, porém, apresenta um custo um pouco mais elevado.

Lixas são compostas por papel recoberto com pequenos grãos de material abrasivo. Sua granulação é determinada pela quantidade de grãos por centímetro quadrado; quanto maior essa quantidade, mais fina e menos abrasiva é a lixa.
Na Wikipédia tem esse gráfico bem explicativo e bem fácil de entender.
Granulação da lixaEspecificação/Utilização
20Extremamente grossa, com grande capacidade de desbaste.
36Extremamente grossa, com grande capacidade de desbastes para madeiras e outros maleáveis.
60Grossa.
80/100Grossa, utilizada em remoção de oxidações de metais e para áreas com pinturas de difícil remoção
120/180Média - De utilização em geral
220/240Média, recomendada para madeiras
320Fina, a primeira lixa nos acabamentos mais finos
400Fina, recomendada para lustrar
600/1200Muito fina, lustre e polimento
1600Extremamente fina - Lustre de joias

No caso da ourivesaria, utilizamos diversas numerações de lixas, e cada profissional tem sua própria preferência. Pessoalmente, costumo usar as lixas 280, 360, 600 e 1200. Duas lixas frequentemente utilizadas são a lixa branca de marceneiro e a lixa canadense rosada, sobre a qual há uma postagem especial aqui! Tentei encontrar a composição dessa lixa, mas não obtive sucesso. Pela minha experiência, essa lixa é mais macia, e seu material (areia) "suja" menos o pó de ouro, que posteriormente é limpo e fundido novamente para reuso.

É importante mencionar algo sobre a qualidade das lixas. Empresas como Norton e 3M são reconhecidas nesse ramo, mas é evidente uma queda de qualidade ao longo do tempo. Tenho um lote antigo de lixas e percebo que o papel é mais claro e mais espesso. Na época, a lixa durava cerca de dez vezes mais do que as atuais, que hoje são quebradiças e rasgam-se com facilidade durante o uso. O material abrasivo se desprende com mais facilidade da folha.

Possuo uma lixa de brilho suíça que comprei há vários anos; o papel da lixa parece ser um tecido fino, e essa lixa ainda está firme até hoje. Ela demonstra uma durabilidade impressionante.





Essa abaixo é outra lixa importada recomendada por uma amiga, excelente!




Ourivesrock recomenda a Fornitura Virtual,sinceridade/transparência/assistência pré e pós venda /rapidez na entrega
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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

COLA INSTANTÂNEA

Uma dica para quem usa cola instantânea, como a famosa Super Bonder: hoje, no mercado, é fácil encontrar outras marcas com a mesma eficiência dessa marca e com um preço excelente.
Um tubo de Super Bonder de 5 gramas custa o mesmo que um tubo de outra cola chamada HS Bond com 20 gramas, ou seja, quatro vezes mais conteúdo. A qualidade e o poder de fixação são exatamente iguais aos da Super Bonder.
Outro fato é que essa cola possui tamanhos e quantidades diferentes: 20 gramas, 100 gramas e 1 quilo.


























Esta semana comprei outro tubo desses para deixar em casa. Não encontrei a HS Bond, mas comprei da marca Cascola, com a mesma quantidade (20 gramas) e a mesma eficiência. Além disso, eles também têm um tubo de 100 gramas

Um amigo também indicou outra marca, a Tek Bond, dizendo ser ótima. Esta marca é famosa por ser a preferida entre colegas que praticam a técnica do Inlay




Então, não fique pagando um absurdo só por causa do nome famoso; experimente essas novidades

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

GOMA LACA INDIANA.


A goma laca é uma resina produzida por um inseto chamado Kerria lacca. Este inseto é encontrado principalmente em árvores como o espinheiro na Índia, Tailândia e outros países do sudeste asiático. A goma laca é produzida quando a fêmea do inseto secreta uma substância resinosa para proteger seus ovos. Esta resina, após processamento, é utilizada em diversas aplicações, como revestimento de madeira, produção de tintas, vernizes, e até mesmo na fabricação de produtos alimentícios e farmacêuticos. A goma laca é conhecida por sua capacidade de proporcionar um acabamento brilhante e durável, sendo uma escolha popular na indústria de acabamentos e conservação de madeira.




A gomalaca é usada  para fixar anéis, brincos ou qualquer outra joia numa base  para assim facilitar a cravação de pedras ou desenho com buril. Seu aspecto é parecido com uma asa de barata.














Normalmente, utiliza-se um pedaço de madeira, como um cabo de vassoura cortado em um tamanho de aproximadamente 15 cm. Na ponta dessa madeira, a goma laca é aplicada e derretida com a ajuda de uma lamparina, gradualmente aderindo à extremidade da madeira. Ao ser aquecida, a goma laca se torna pastosa e aderente, possibilitando a moldagem de acordo com as necessidades da peça a ser trabalhada. Na foto, uma placa de prata está fixada à madeira com goma laca, e abaixo é possível ver a goma laca em seu estado natural.

domingo, 27 de junho de 2010

FIO DE FERRO PARA OURIVES

O fio de ferro é fundamental no processo de fabricação de joias, sendo utilizado para amarrar as peças durante a produção. É especialmente útil ao unir duas partes que precisam ser soldadas, quando não é viável fixá-las com uma pinça de pressão ou por meio de uma corrente.

Não há muita complexidade a ser explicada sobre esse insumo; é prático, econômico e possui longa durabilidade. O fio é comercializado em carretéis e, geralmente, propenso à ferrugem devido à ausência de galvanização. Recomenda-se a aplicação de um spray de óleo WD-40 após a compra para prevenir a oxidação, proporcionando uma solução simples e eficaz.




ESCOVAS, FELTROS E ABRASIVOS














As escovas, os feltros e os abrasivos são essenciais na fabricação de joias, variando em quantidade e tipos de acordo com as preferências do ourives. Vamos começar pelos abrasivos, utilizados para desgastar e polir o metal, geralmente feitos de minerais abrasivos como Carborundum, óxidos de alumínio (marrom, branco), pó de diamante, entre outros. Materiais sintéticos, como silicone misturado com abrasivo, também são comumente utilizados.

Sem entrar em detalhes sobre dureza, tenacidade e friabilidade, vamos abordar os abrasivos mais comuns e amplamente utilizados. É importante mencionar que a medida do abrasivo é em grãos, seja para pontas montadas ou lixas. A numeração indica a quantidade de grãos de areia abrasiva contidos na lixa; por exemplo, se a numeração for 600, significa que há 600 grãos em um determinado espaço, sendo esses grãos microscópicos, resultando em um poder de desgaste suave. Se a numeração for 150, o abrasivo será mais grosso, com maior poder de desgaste e grãos maiores no mesmo espaço.

Segue a classificação por tipos de desbaste:

  • Desbaste Pesado - Grãos: 16, 24, 30, 36, 40 e 50
  • Desbaste Leve - Grãos: 60, 80 e 100
  • Semi Acabamento - Grãos: 120, 150 e 180
  • Acabamento - Grãos: 220, 240, 280 e 320
  • Polimento - Grãos: 360, 400, 500, 600, 800, 1200, 1500 e 2000

Agora, falando sobre os abrasivos usados na ourivesaria:
Ponta montada - Existem diversas pontas montadas (óxido de alumínio, carborundum, etc.) disponíveis em fornituras ou lojas de ferramentas. Apesar de proporcionarem um desbaste mais grosseiro, essas pontas são acessíveis em termos de custo. Contudo, ao comprá-las, é crucial atentar para a espessura da base, que não deve ser muito grossa para adequar-se ao mandril da caneta do chicote.


Certamente, a variedade de formatos e granulações dos abrasivos oferece uma gama extensa de opções para atender às necessidades específicas dos ourives. Além dos diferentes formatos, a escolha entre grãos mais grossos e mais finos permite ajustar o processo de trabalho conforme a exigência da etapa de polimento ou desbaste.

A diversidade desses elementos proporciona uma versatilidade valiosa para o ourives, permitindo a personalização de sua abordagem de acordo com a peça que está sendo trabalhada e os resultados desejados. Essa ampla gama de escolhas é uma das características que tornam a ourivesaria uma arte intricada e altamente técnica.


Abrasivos específicos para ourives, muitas vezes chamados erroneamente de rebolos, são projetados para atender às necessidades específicas da ourivesaria. Esses abrasivos são confeccionados com diferentes tipos de materiais abrasivos, resultando em uma variedade de granulações para atender a diversas finalidades.

A ausência de uma correspondência clara entre cores e granulações, como ocorre com abrasivos de silicone, pode tornar a escolha mais desafiadora. Nesse caso, a seleção muitas vezes depende da experiência pessoal, do acerto e erro, ou até mesmo da recomendação de colegas ourives. A compra pessoal pode ser uma abordagem prática para avaliar diretamente a textura e a granulação do abrasivo antes de adquiri-lo. Essa experimentação e familiaridade com os diferentes tipos de abrasivos contribuem para a habilidade do ourives em escolher as ferramentas mais adequadas para cada aplicação específica.

 Postagem mais detalhada aqui.
Assim como tem esses discos radiais (disco Habras) de silicone usados também com a ajuda de um mandril (essa foto é do excelente site Heart Joia)

Continuando nesse contexto, vamos abordar as escovas utilizadas no processo de polimento no chicote. Essas escovas menores são empregadas tanto em conjunto com o silicone quanto de forma independente. Seu propósito principal é proporcionar polimento e brilho às peças.

Agora, falando sobre os discos de feltro, existem opções em tamanhos variados. Desde medidas menores para serem utilizadas no motor do chicote, onde, no caso desses discos menores, é necessário um mandril específico para a montagem. Já os discos maiores são empregados em politrizes e dispensam acessórios, sendo fixados diretamente no cone da politriz. Esses discos de feltro desempenham um papel fundamental no processo de polimento, contribuindo para a obtenção de um acabamento suave e brilhante nas peças




Ao adquirir discos de feltro, feltros pequenos, escovas de pano, entre outros, é importante estar ciente de que muitos desses itens podem não incluir o mandril necessário. Portanto, é aconselhável comprar os mandris de disco separadamente para garantir a correta fixação e utilização desses acessórios.


Escovas Robinson - Possivelmente a única no mercado (?) que oferece uma linha de escovas de crina de cavalo (preta) e de cabra (branca), bem como escovas de latão e aço, entre outras.

Escova Robinson de crina de cavalo (preta) para tirar riscos.
Escova Robinson de crina de cabra(branca) para brilho

Escova Robinson de crina mista para tirar risco e pré acabamento                                  
   Escova Robinson de latão para brilho 


   Escova Robinson de aço para criar texturas riscadas

Também o pincel é encontrado com os materiais acima: Crina, aço e latão.


Lembrando que as escovas de feltro, crina e tecido são utilizadas com massas de polimento, como o rouge e a cera jacaré. Além disso, temos as escovas para politriz, que são empregadas na politriz e destinam-se ao polimento e ao realce do brilho.

No caso, as escovas de polimento, usadas para remover os riscos, são empregadas com a massa jacaré verde ou branca. Entre elas, destacam-se as escovas de brim ou "jeans" e a escova de algodão. Marcas como Bope, Clemara ou Bufalo são reconhecidas por sua qualidade.

Essas usadas com o jacaré verde

A seguir, apresentamos a escova de crina preta, disponível em diversos tamanhos (10, 12, 15, 20, 23, 27), e o cone de feltro, em tamanhos 58, 60, 62, utilizados para o polimento interno das joias.

As escovas de lustro ou brilho são duas e são utilizadas com os polimentos rouge Dialux ou Polimax para conferir brilho. Um cone semelhante ao de polimento é empregado, porém, um para cada tipo de massa. A escova pode ser de algodão ou de flanela..







Dica: Se possível, mantenha as massas e as escovas separadas, cada uma em seu lado, com sua respectiva massa, evitando misturá-las. Ao polir uma peça, recomenda-se fervê-la para remover a massa de polimento. Após a limpeza e secagem, finalize o processo com as escovas de brilho. Esse método não apenas proporciona resultados excelentes, mas também evita a contaminação da escova de brilho com a massa de desbaste. Vale ressaltar que essa é apenas uma sugestão.

Para concluir, temos as escovas manuais de pia e de bancada:

As escovas manuais de pia são utilizadas com sabão ou detergente para escovar e limpar as joias, sendo compostas pela escova de crina e pela de latão.
A escova de crina é empregada para escovar e remover as ceras das peças recém-fervidas.

 A escova manual de latão é usada para dar brilho em correntes
A escova de banca ou de gaveta é usada para varrer o metal da bancada entre outras coisas.
Eu compro meu material na Fornitura Virtual e caso não ache algum item no site basta perguntar ao Flávio que geralmente tem em estoque.