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sexta-feira, 19 de maio de 2017

REFORMANDO O AURIZINHO


Recebi este pequeno laminador de um grande amigo, Marco Catib, que me ajudou muito quando eu estava começando e tinha apenas 2 alicates, 1 tribulé pequeno e uma bancada velha. Lembro-me de quando fomos buscar o pequeno laminador de um protético que havia doado a máquina para o Catib e ele decidiu repassá-la para mim. Os cilindros eram lisos e faltava o manipulo central, então quando precisava usá-lo, tinha que girar as engrenagens de suspensão com as mãos. Mas isso não importava, pois para alguém que não tinha nada, esse pequeno laminador valia ouro.

Após um tempo, levei-o a um torneiro para fazer canaletas e também o manipulo central, mas depois de alguns meses de espera, descobri que o torneiro havia perdido os rolos. Fui obrigado a encontrar outro torneiro para fazer cilindros novos. É importante lembrar que naquela época, início dos anos 90, a internet ainda não era uma realidade no interior de São Paulo e as coisas eram difíceis.

Nesse meio tempo, ganhei uma grande quantidade de ferramentas de outro amigo, Ari, que fechou a loja e, como eu fazia consertos para ele, acabou me doando quase uma oficina completa. No meio dessas ferramentas veio outro laminador manual com os cilindros mistos (chapa/fio quadrado) e decidi pedir ao torneiro que fabricasse os cilindros com meia cana para o outro que teve os cilindros perdidos.

Depois de fabricados os cilindros, ainda tive que ir a outra cidade vizinha para conseguir fabricar o manipulo central e, após alguns dias, o pequeno laminador finalmente estava completo.

Hoje, graças a Deus, tenho muitos laminadores, mas jamais esquecerei ou deixarei de lado esse pequeno companheiro de pelo menos 25 anos, sabendo que ele já deve ter pelo menos uns 60 anos de estrada.

Decidi dar uma repaginada no pequeno laminador e compartilho as fotos abaixo:

  1. Comecei lixando os rolos e os perfis meia cana.



Passei na escova de aço para remover a ferrugem.



Escolhi uma nova cor para diferenciá-lo dos outros.


Começando a remontagem.


Pronto.



quarta-feira, 30 de novembro de 2016

MEU MARTELINHO MORREU

Hoje, meu martelo de ponta plástica decidiu se despedir, embora não tenha sido muito exigido, optou por dar sua demissão. Pelo menos uma das pontas acabou partindo, mas acredito que tenha sido devido ao ressecamento da borracha e não ao esforço excessivo.
Decidi então aproveitar um pedaço de Tecnil e ressuscitar o danadinho com a ajuda do meu mini torno chinoca. Uma das pontas é feita de um tipo de PVC colorido, enquanto a outra é uma borracha frágil de cor preta.





Utilizando o torno, alinhei o material e fiz os furos necessários para colocar a rosca. Em seguida, utilizei uma barra roscada com a mesma medida do martelo para prender a ponta.
Após furar o Tecnil até a metade, utilizei um pedaço da barra roscada como macho para fazer a rosca.
Assim, em pouco tempo, o martelinho estava pronto para mais alguns anos de uso.



sábado, 2 de julho de 2016

REFORMANDO A MINHA NOVA/VELHA FUNDIÇÃO

Comprei um maquinário de fundição de um amigo aqui da minha cidade, embora tenha a noção de como funciona eu nunca trabalhei com isso. Pretendo entrar firme nessa nova empreitada.
Não vou trabalhar com grande demanda e na verdade será apenas para algumas peças;  não queria arriscar investir uma boa grana num maquinário novo, pois iria gastar uns 10.000, dinheiro que não tenho e provavelmente se tivesse iria para outro destino e não para a oficina.
Embora o primeiro aspecto seja desanimador as maquinas estão em perfeito funcionamento e são de ótima qualidade. O antes e o depois explica bem isso.
Só notei isso quando fui pessoalmente na casa do meu querido amigo Raul que me passou as máquinas e uma boa quantidade de insumos como anéis, cera, borrachas, bilhas, etc.
Essa máquina abaixo é a injetora de cera, toda feita em aço é bastante robusta e muito bem acabada.

Abaixo já lixada, escovada e livre da ferrugem, a ferrugem era superficial.
Abaixo a máquina pintada em azul martelado e a tampa em preto fosco pra alta temperatura
A vulcanizadora também é uma máquina robusta e em breve vou trocar as chapas de aço por chapas de alumínio pra  acelerar o aquecimento.
 Depois de desmontar e retirar toda a tinta e ferrugem
 Quase pronta, precisando apenas de uma limpeza pra retirar a tinta da guia de aço, essa vai ficar sem pintura, pois a própria elevação vai arrancar a tinta se essa guia for pintada
Arrumei um isolante térmico meio improvisado,uma placa que sobrou da reforma do forno e agora já está pronto pra usar,no futuro vou trocar os discos de aço por dois de alumínio pra melhorar e agilizar o aquecimento.




Coloquei um pirômetro pra controlar a temperatura.
Novas aquisições, um forno e uma centrifuga a vácuo.



O forno a gás que parecia o mais judiado me surpreendeu, pois a chapa é grossa e a ferrugem não afetou em nada a estrutura, o interior esta destruído, mas vou reaproveitar os refratários e fazer um forno novo. 

Após muito trabalho e ainda sem a parte interna e a tamp,na pintura foi usada a tinta para alta temperatura.

 Quase lá...




O fogão que vou usar para tirar a cera dos anéis 
 E após a limpeza e tratamento anti ferrugem e pintura está novinho e ainda vai receber outra demão de tinta.

         

  




O tamboreador vai virar uma inclusora à vácuo, mas isso mais a frente, pois a bomba a vácuo custa mais de mil reais. 
Mas mesmo assim foi desmontado pra receber uma pintura







A centrifuga abaixo passou igualmente pelos processos pra ganhar uma nova cara
    Toda feita em alumínio 


Pronta pra durar mais uns vinte anos,ou até a maquina de vácuo ficar pronta.(essa linda centrifuga vai trabalhar lá em nova Friburgo nas mãos do guerreiro Rômulo)


 O botijão de gás todo sujinho e enferrujado

  Ganhou um trato e o companheiro também
 A bombinha de ar amarrada com arame devido a um vazamento no cabeçote, foi aberta e vedada, pintei o cabeçote e mantive a tinta original no resto, essa bombinha é usada na injetora de cera.



Agora vamos às experiencias com essas máquinas pra ver o que consigo, bora estudar uma pouco pra aprender uma nova técnica.