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terça-feira, 18 de outubro de 2022

Motorizando o laminador manual...

 


Esse mecanismo acima é um moto redutor; nada mais é do que um motor e uma caixa de engrenagens de redução. Este também é o recurso mais usado para motorizar laminadores manuais.

Infelizmente, muita gente cai nessa cilada, gasta uma grana para adaptar e, depois de algum tempo (às vezes poucos meses), tem uma grande decepção.

Não cometa a besteira de adaptar, não dá certo!

Entenda o seguinte: o laminador manual consiste em uma combinação de materiais projetados para trabalhar de forma manual. Quando digo isso, refiro-me ao aço usado nos rolos, nos mancais e no chassi. Eles não foram projetados para suportar uma tração motorizada, mas sim o trabalho executado manualmente. O laminador elétrico é projetado com um material diferente do laminador manual, utilizando um aço especial tanto nos rolos quanto nas engrenagens e no chassi. Ele é projetado para suportar o esforço absurdo que terá que aguentar, por isso custa mais caro. Não é simplesmente por possuir um motor, mas sim por apresentar aço e bronze superiores em sua fabricação.

Se você não entendeu nada do que eu disse, é fácil explicar: é possível uma moto rebocar um caminhão? Na subida? Essa é a diferença entre o laminador manual e o elétrico. A diferença não está apenas no motor, mas em todo o material.

Como eu sei disso?

  • -Relato de arrependidos.
  • -Meu interesse e estudo sobre ferramentas e máquinas de quase 15 anos.
  • -Trabalhei dois anos dentro do melhor e mais tradicional fabricante de laminadores do Brasil, onde pude ver laminadores manuais chegarem completamente deformados porque algum "gênio" resolveu adaptar com motor e laminar tarugos imensos, e não aguentou dois meses...

Um laminador adaptado vai se desgastar dez vezes mais rápido se for motorizado. Lembro-me de um fabricante que lançou um pequeno laminador motorizado nos anos 2000. Ele simplesmente pegou um laminador manual e adaptou, vendeu centenas desses laminadores. Depois de um ano, o mesmo sofria um grande desgaste nos mancais e engrenagens, tornando-o inutilizável.

Fica a dica!

terça-feira, 21 de junho de 2022

Politriz com exaustor

Finalmente, consegui fazer uma boa adaptação na minha politriz. Coloquei um exaustor de churrasqueira, e não é que ficou muito bom!

Gosto muito do formato dela. Agora, com o exaustor, ficou 100%.














E aqui abaixo o vídeo onde fiz a adaptação:


Aqui as especificações do motor que custou  190,00 na data 01/05/2022 

Características:
- Alta vazão
- Indicado para: Coifas, chaminés de churrasqueiras e uso em instalações de alvenaria (parede).
- Rotação: 3.500 RPM (ROTAÇÃO POR MINUTO)
- 2100m3/h
- Peso: 3,1Kg
- Motor blindado
- Corpo: AÇO INOX
- Diâmetro: 20cm
- Indicado para: Uso na distância de pelo menos 3 metros caso utilizado em churrasqueiras ou altas temperaturas;
- Potência: 90w
- Bivolt: Sim
- Motor: Blindado
- Não utilizar com queima de madeira/lenha, caso utilizado em churrasqueiras.
- CHAVE DE REVERSÃO E/OU TOMADA: NÃO ACOMPANHA

terça-feira, 26 de abril de 2022

"Joalheria tradicional não é minha área..."

 

Um breve conselho...

Frequentemente, ouço a frase "Joalheria tradicional não é minha área...". Mas o que exatamente essa expressão significa? Na realidade, ela denota que a pessoa não se dedica à confecção de peças consideradas "tradicionais", como uma corrente Cartier, um anel de pérola ou um solitário. Entretanto, considero fundamental, para o desenvolvimento do artista autoral ou conceitual, o domínio da joalheria básica, comumente chamada de joalheria tradicional.

A joalheria básica ou tradicional constitui a base para quem busca um aprendizado genuíno, proporcionando a aquisição de diversas técnicas de soldagem, métodos variados de acabamento e assim por diante. Caso contrário, a pessoa corre o risco de permanecer apenas como amadora, a menos que possua um talento inato ou seja um superdotado.

Embora uma joia conceitual possa ser esteticamente agradável, a verdadeira maestria revela-se quando uma joia conceitual é confeccionada por um ourives que possui uma sólida formação na joalheria tradicional. O conceitual pode, em alguns casos, servir para encobrir imperfeições. Já ouvi algo semelhante a "Não se trata de uma joia mal feita, é o conceito do artista que decidiu elaborá-la dessa forma".

Quero ressaltar que este não é um julgamento, mas sim um conselho valioso. Ao longo da minha trajetória, deparei-me com muitas peças de artistas conceituais que enfrentavam imensas dificuldades em processos como soldagem ou mesmo na obtenção do design desejado.

É como na pintura, onde se começa com a pintura acadêmica, e somente após adquirir as habilidades fundamentais é possível explorar formas mais ousadas e criativas, podendo até pintar com os pés, se assim desejar.

Observo que algumas escolas proporcionam aos alunos um aprendizado superficial, focando demasiadamente na interatividade social, negligenciando o ensino técnico. Se a intenção é apenas praticar um hobby, está tudo bem, mas caso haja a intenção de ingressar no mercado, competir será desafiador sem um sólido domínio técnico.

Há uma máxima que afirma que a ourivesaria é uma arte com algumas técnicas e muitas artimanhas; contudo, não se pode renunciar a técnica!

Conheço poucos artistas autorais e conceituais que, trabalhando de maneira improvisada sem aprofundamento na ourivesaria, alcançam resultados satisfatórios. No entanto, todos eles, sem exceção, possuem uma combinação única de habilidades. São artistas plásticos extremamente talentosos, muitos oriundos de áreas relacionadas como cutelaria, gravura ou cinzelado, executando essas atividades com maestria. Fora desses casos, o que se observa frequentemente é um trabalho genérico e mal elaborado.

Se o seu trabalho obtém sucesso e você encontra felicidade nesse caminho, esqueça as ponderações acima e siga em frente!

segunda-feira, 25 de abril de 2022

Proteção para placa honeycomb (colméia)

 As plaquinhas refratárias colméia são muito frágeis, principalmente agora em que elas parecem ter uma qualidade inferior às primeiras que surgiram no mercado, embora essas também fossem frágeis tinham um acabamento melhor. Essa primeira foto abaixo é umaplaca das primeiras remessas que chegaram ao Brasil e pode-se ver a diferença de acabamento:

Essa abaixo é a placa encontrada atualmente:

Abaixo o meu último vídeo sobre como fazer uma proteção para prolongar a vida da placa.



quarta-feira, 9 de junho de 2021

Iniciante, o melhor conselho que posso te dar...

 



  1. Tenha paciência! Na hora de aprender, na hora de comprar. Não saia comprando sem saber direito o que vai precisar de fato.

  2. Não acredite em aprendizado instantâneo! Tem que estudar e praticar, e não é da noite para o dia. Leia e pesquise, senão vai ficar andando em círculos, simples assim!

  3. Leia! Aprenda o nome das ferramentas, leia sobre as técnicas, não é difícil! Falando sinceramente, é muito triste ver a dificuldade de alguns colegas velhos de profissão que não se preocuparam em aprender o mínimo, como as medidas das serras que usam, das fresas e outros itens que usam há décadas.

Ler e entender é essencial.

Quando nossa esposa ou mãe resolve fazer uma receita nova, o que elas fazem? Leem a receita.

Quando você, meu querido (a), compra um aparelho eletrônico novo, também não estuda o manual para poder utilizá-lo? Sim! Você lê o manual.

Quando o cidadão resolve entrar numa nova profissão, digamos que um garoto vai lá aprender o ofício de mecânica de automóvel, qual é o bê-á-bá da coisa? O bê-á-bá é aprender os nomes das chaves e outras ferramentas, também estudar manuais/apostilas de manutenção e reparo de novas tecnologias implantadas no carro e mesmo quando o patrão pede para o mesmo buscar uma peça numa autopeça, o mesmo deve pronunciar o nome corretamente e também as especificações técnicas da peça, como modelo do carro, ano de fabricação e por aí vai.

Onde eu quero chegar com essa conversa? Simples! Se você quer ter sucesso numa profissão, deve estudar sobre ela, como é o nosso caso. Vai entrar na ourivesaria? Faça um curso ou, no mínimo, leia sobre a mesma, a internet está lotada de informações.

Mesmo que você seja um autodidata, não significa que você pode renomear as ferramentas que vai usar. Falei com uma iniciante esses dias e a mesma me pediu uma opinião sobre qual "limeira” comprar, qual eu indicaria. Fiquei receoso de magoar a moça e perguntei como ela iria usar a "limeira" (eu achando que ela se referia a uma rilheira). Ela me respondeu que queria para apontar o fio para passar na laminadora (????????). Você pode deduzir que a moça está iniciando e não sabe o nome da ferramenta? Não! Ela tem quase um ano de escola particular e nem posso dizer que é culpa do professor, pois às vezes existe uma boa base teórica na didática desse professor só que o aluno não dá a menor atenção, isso é um erro colossal, tem que existir em seu aprendizado um mínimo de teoria.

E ao contrário do que possa pensar, eu não acho engraçado e fico triste com a inaptidão de pessoas que têm tudo para aprender e ainda mais, podem aprender de graça, e não se preocupam com isso; quem me dera que nos anos 80 e 90 a internet fosse democrática igual os dias atuais.

Por mais que nossa profissão seja democrática e permita o ensino empírico, não caia na armadilha de achar que tudo é na base da receitinha ou do 'faça você mesmo', depois não adianta brigar com o vendedor da fornitura por ter recebido uma bigorna ao invés do tribulet que tanto precisava e querer justificar que na sua região o tribulet se chama bigorna (mais tarde perguntei a um amigo da mesma cidade/estado e o mesmo desmentiu essa troca de nomes). Outro fato, o cara que lê um pouquinho não pede serra 3 ao invés da serra 3/0 que almejava.

Se você vai montar um banho de ouro, vá atrás de um curso de galvanoplastia, o vendedor da fornitura não é um técnico especializado no assunto para te ensinar, é um procedimento muito difícil; vai comprar buril? O buril tem que ser encabado e afiado, antes de comprar, estude sobre o mesmo e assim não vai cometer o erro de brigar com a fornitura dizendo que te enviaram desmontado; vai montar uma fundição de cera perdida? Faça um curso! É uma técnica minuciosa e cheia de detalhes.

Esses são alguns exemplos de que um pouquinho de leitura vai te ajudar imensamente na profissão.

Eu sou autodidata e sempre procurei ler bastante sobre o assunto e não me sinto melhor que ninguém, com o pouco que sei ajudo a todos independente de classe social.

Quanto a você, acredite na manufatura artística, autoral, conceitual, mas também crie base técnica e teórica para se apoiar.

Se você chegou até o final desse textão, parabéns, espero que você se aprimore e constate no futuro que vale a pena estudar e que essa base teórica vai liberar todo o artístico, autoral, conceitual, psicodélico que existe em você, a leitura é a chave para tudo isso!

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Serras para Ourives


As serras usadas pelos ourives têm origem europeia/asiática sendo que as serras alemãs/suíças as mais famosas e obviamente as melhores.

No Brasil encontramos marcas como Antílope, Goldshark, Vallorbe, Gut e a Pinguim que é uma serra espiral usada para cera.

Hoje a serra mais pedida nas fornituras é a Goldshark e obviamente por toda essa fama ela acaba custando um pouco mais cara. Serras com o custo muito abaixo do valor do mercado devem gerar desconfiança e o ourives tem que ficar atento, pois as serras também são falsificadas aos quilos (?) pelos chineses e indianos. É primordial você tomar cuidado na hora de obter esse insumo tão importante dentro do ateliê.

Também é óbvio que você já deve ter comprado gato por lebre, eu já comprei!

Eu acabei de fazer um vídeo explicando sobre as medidas das serras e até mesmo ressaltando que de tão comum esse erro não é privilégio apenas do iniciante, mas também de ourives velho de bancada.

As serras são numeradas assim:

0,1,2,3,4,5,6,7,8 vão engrossando no sentido crescente, sendo que essas serras são mais usadas em casos bem específicos pelo ourives justamente por serem grossas, sendo a zero a mais fina e a oito a mais grossa.

No caso dos ourives as serras mais usadas são acompanhadas de uma barra, por exemplo: 2/0

Então a 2/0 seria a serra mais fina abaixo da serra número zero e não a 1/0 que não existe (sabe-se lá por quê???).

Então as serras mais finas são conhecidas assim:

2/0,3/0,4/0,5/0,6/0,7/0,8/0 vão afinando em ordem decrescente sendo a 2/0 a mais grossa dessas com barra e a 8/0 a mais fina.

Uma teoria explica que a serra ideal seria aquela que tem três dentes dentro do corpo a ser serrado, pois se forem mais dentes ela não terá êxito e se quebrará e se for menos ela fará um corte grosseiro e exigirá força de quem executa.

É óbvio que não estou dizendo que você deve medir a chapa e depois medir as serras para ver qual vai se adequar, isso seria quase impossível de se fazer e chega a ser ridículo alguém pensar em fazê-lo. É apenas uma curiosidade!
Abaixo uma tabela muito útil para um melhor entendimento e também um vídeo que fiz e peço que deixem uma curtida e também que se inscrevam no  canal.






quarta-feira, 22 de maio de 2019

Canal do Raul Souza no Youtube!

O super talentoso ourives/designer Raul Souza acaba de criar um canal de aventura no Youtube. Mega carismático e gente boa o cara faz vídeos mostrando suas diversas facetas; o canal tem rafting, rapel, pedal, turismo e mais um monte de coisas estão por vir.
Eu já estou inscrito no canal e peço aos amigos que deem uma expiada por lá, se gostarem se inscrevam! 
Clique no link em azul abaixo para acessar:




 O outro canal canal dele tem vídeos sobre o assunto joalheria e  vale a pena conhecer, o canal chama-se Oficina de Joias!

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Conserto de Joias 2- Substituindo o elo oco por um maciço

Elo oco é uma "benção", amassa fácil, gasta fácil. No caso desse conserto eu sugeri ao cliente a substituição do elo gasto por um elo maciço. Geralmente os elos mais próximos do fecho se desgastam mais.


sexta-feira, 26 de abril de 2019

Iniciantes atenção!

Quer ser um bom profissional? Leia abaixo!

Quando iniciei esse blog eu não sabia muito bem como faria ou como criaria conteúdo para os leitores. A motivação de fazer um blog não foi por "modinha" ou necessidade de ser notado e sim a antipatia e egoismo que existia na profissão.
A rede social era o Orkut e alguns profissionais tratavam a profissão como se fosse um segredo templário. Mesmo no Orkut onde existiam pessoas gentis e dispostas a dividir o conhecimento também existia sub grupos onde o ourives iniciante jamais faria parte. Outro fato é que os mestres quando resolviam ensinar, não tinham muita paciência com pormenores como perguntas ingênias e explicações muito detalhadas.
 O blog se iniciou assim, na raça! E muitas vezes foi tema de piadas desses "mestres". Certa vez eu acabei caindo de paraquedas num bate papo fechado no Orkut onde três mestres falavam mal do blog; eu me limitei a dar um boa noite e deixar os caras meio sem rumo e totalmente constrangidos. Mas com o passar dos anos eu consegui melhorar um pouco minha ortografia ( mas ainda erro muito); e também ajudar centenas de pessoas. 

Tá! E como ser um bom ourives?

A dica mais preciosa seria entrar num curso presencial (caso na sua cidade ou numa cidade próxima tenha alguma escola de joalheria). Não perca tempo tentando aprender sozinho caso tenha essa possibilidade. Se não puder fazer um curso numa escola a segunda opção seria essa abaixo:
Hoje temos internet acessível à todos sendo que no Youtube temos canais com mestres como Gelson Silva, Nilson (pedra na joia), Arteiro Brito e também os gringos como o mestre Pablo Cimadevila entre outros. Temos o Facebook com inúmeros grupos. Destaco meu grupo e o Ourivesaria Técnica do mega mestre Do Carmo (Fabricio André) e agregados.
Esses caras tem uma didática muito boa e o segredo deles além do carisma de alguns é que os caras estudam muito todo material relacionado à profissão; se dedicam e repassam suas conquistas e descobertas (pulo do gato). Eu noto que a maioria tem preguiça de ler, de se aprofundar; o próprio Gelson já manifestou essa opinião em diversos vídeos: Tem muita coisa que pode ser pesquisada no Google e assim a gente se concentra nos assuntos mais específicos da profissão. Quando entrar num grupo de ourives ou acessar o Youtube, veja todo o material que está exposto ali, assim você não irá perguntar pela 300ª vez qual é a receita da solda de prata (por exemplo).
Leia e tenha bom senso pra filtrar as informações.
Estude o material que está exposto aqui no blog e em outros canais de informação.

Alinhamento, perspectiva, organização e acabamento.

Bons professores geram bons alunos e desses bons alunos surgem profissionais excelentes e alguns geniais. Agora se você resolver se guiar por um ourives mal organizado, trabalhando de modo precário e com ferramentas improvizadas. Que passa informações equivocadas e muitas vezes não consegue dizer nem o nome das ferramentas que está usando, aí você está numa roubada. 
E infelizmente as redes sociais possibilitam o surgimento desse tipo de situação. Eu já vi absurdos como um cara metendo a mão dentro do cianeto quente enquanto banhava uma peça ao ar livre sem a mínima segurança ou uso de Epis, mas quando foi questionado ele disse que o rapaz que o indagou precisava estudar, pois até maçã tinha cianeto (detalhe que o rapaz que o questionou era ou pelo menos dizia ser um quimico ou professor de química). Esse é o chamado culto à ignorância, pois bastava ver que centenas de pessoas que  passaram a ofender esse professor que só tentava abrir os olhos do colega irresponsável que colocava a vida das pessoas em risco com seu vídeo. Já vi um cara fundindo ouro e acrescentando soda cáustica à colheradas; outro fazendo purificação de ouro com ácidos que são muito perigosos como se preparasse uma jarra de suco, isso tudo no meio do quintal, sem proteção e cercado de crianças curiosas. Todo mundo é livre pra gostar ou não seja lá o que for, mas o culto à ignorância é um retrocesso terrível e perigoso. 
Não entendam essa postagem como despeito ou rancor de minha parte, não é! Eu já dedico dez anos da minha vida ajudando quem está começando e apenas desejo que sejam ótimos profissionais e preservem sua integridade física. As opções estão aí, faça a sua escolha! Leiam, aprendam e executem da forma correta, usem o bom senso.
Abraço!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Dica do Sulfite.

Às vezes o cliente pede uma aliança larga e leve e nem sempre o ourives tem esse perfil no seu laminador. Essa dica do vídeo pode ajudar quem não possui vários laminadores com meias canas ou anatômicas com várias opções de altura e largura.
Geralmente funciona assim: O profissional quando compra seu laminador opta por encomendar ao fabricante o perfil padrão, ou seja, largura e altura média. Quando o cliente pede um perfil com mais altura é fácil, é só abrir o laminador e formar a aliança com mais altura, limando e lixando para retirar algum excesso e fazendo o acabamento necessário. O problema é quando o cliente quer uma aliança baixa e larga com pouco ouro. O ourives fecha os cilindros do laminador ao extremo, no entanto ainda precisará de mais laminação para atingir o tamanho do fio necessário para fechar os aros, mas isso é impossível e a única solução seria acrescentar mais ouro. Talvez minha dica possa ajudá-los, assistam ao vídeo:
Obs: Eu nunca vi essa dica em lugar nenhum. Desde a época do Orkut eu acompanho grupos nas redes sociais e realmente nunca vi. Também não posso dizer que inventei isso, seria muita pretensão de minha parte e nossa profissão é muito dinâmica onde estamos sempre adaptando. O Interessante é que depois que postei o vídeo, outros também disponibilizaram essa dica e acho isso interessante, prova que nem sempre copiamos as ideias dos outros, às vezes criamos adaptações parecidas.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Adaptação para dois maçaricos Oxigênio e GLP




Esse kit possibilita a ligação de um maçarico pra fundição e outro micro chama para soldas.Vamos precisar de:
 
Um botijão comum de GLP:
Quanto ao botijão de gás, Até pouco tempo era comum usar o botijão P2 , porém esses pequenos foram proíbidos pela falta de segurança, ou seja, eles não tem a válvula de segurança que está presente no P5, P8 e  P13. Além do mais sua carcaça é extremamente fina e recebe muita pressão até maior que os botijões maiores. Uma verdadeira bomba!



Um cilindro de Oxigênio Industrial:



Um manômetro para Oxigênio:





Um manômetro para GLP:





Duas mangueiras duplas para Oxigênio e Acetileno: (Obviamente será usado o GLP no lugar do Acetileno)


Lembrando que a cor vermelha/verde presente no registro do maçarico e também na cor da mangueira representa: Oxigênio para a cor verde e GLP para o vermelho.
Um maçarico para fundição: Lembrando que esses maçaricos são o mesmo usado por funileiros com os gases Acetileno e Oxigênio, sendo que no caso da ourivesaria o Acetileno é substituído pelo gás comum (GLP).



Um maçarico micro chama de sua preferência:









Quatro válvulas corta-chama, para o maçarico e outras duas para os reguladores: 


Tem pessoas que colocam quatro válvulas, duas na saída dos gases e mais duas na base dos maçaricos.


Notem que as válvulas de saída e chegada possuem formatos diferentes para possibilitar o rosqueamento e também setas para indicar a posição que os gases (oxigênio e GLP) vão circular. É comum essas válvulas travarem e cortarem o gás, se isso acontecer, a válvula deverá ser substituída.
Há pouco tempo resolvi um caso de uma colega que acabou de montar o kit e no primeiro uso teve esse problema.  
Uma peça importante na adaptação é o registro ou adaptador em Y, ele vai possibilitar a bifurcação do Oxigênio e do GLP com segurança. No caso serão usados dois registros, um para cada gás.



Abaixo a foto do equipamento da amiga designer Laura Freire.


 
O melhor é comprar mangueiras com terminais prensados, caso não seja possível use abraçadeiras  de boa qualidade e até colocar em pares se acharem necessário.

O ideal seria contratar um profissional que trabalhe com material de solda, compressores de ar, cilindros, oxigênio enfim. Esse profissional saberá como fazer a adaptação corretamente e ligar essas mangueiras de forma que não haja vazamentos.


 Ou então a instalação completa com a válvula no registro e também nos maçaricos. 
No caso dos kits prontos o esquema de ligação será o mesmo.


Fica ao critério de cada um quanto a marcas de manômetros, maçaricos etc.
Todo esse material pode ser encontrado ou encomendado na Virtual.